A expansão da matriz elétrica brasileira segue em ritmo acelerado e com forte presença das fontes renováveis.
Em setembro, 27 novas usinas começaram a operar comercialmente, somando 1,4 GW de potência instalada ao sistema — toda proveniente de geração renovável.
De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 8 de outubro de 2025, o destaque do mês foi a energia solar fotovoltaica, responsável por quase 67% da capacidade adicionada.
Foram 17 centrais solares, totalizando 934,7 MW, além de oito parques eólicos (391,5 MW), uma usina hidrelétrica (50 MW) e uma pequena central hidrelétrica (24 MW).
Avanço contínuo ao longo do ano
No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil registrou 97 novas usinas em operação, que juntas somam 5.921 MW de nova capacidade instalada. A diversificação das fontes segue como marca da matriz elétrica nacional:
- 12 termelétricas: 2.468,05 MW
- 35 centrais fotovoltaicas: 1.718,35 MW
- 37 parques eólicos: 1.506,40 MW
- 9 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): 171,85 MW
- 1 usina hidrelétrica (UHE): 50,00 MW
- 3 centrais geradoras hidrelétricas (CGHs): 6,70 MW
Esses empreendimentos estão distribuídos por 17 estados brasileiros, com Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte concentrando as maiores adições de potência no período.
O Ceará se destacou em setembro, liderando a expansão mensal com 515,95 MW, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 373,77 MW.
Matriz majoritariamente renovável
Com esse avanço, o Brasil alcançou em 1º de outubro o patamar de 214.723 MW de potência fiscalizada, dos quais 84,37% correspondem a fontes renováveis, uma das maiores proporções do mundo.
O resultado reforça a trajetória do país rumo a uma matriz elétrica cada vez mais limpa, diversificada e segura.
A combinação entre crescimento da geração solar e eólica, somada à expansão de projetos hidrelétricos e termelétricos, sustenta o compromisso brasileiro com a transição energética sustentável e a redução das emissões de carbono.